Cresci muito com a minha doença. Hoje eu consigo me aceitar mais, acordo cedo, com o barulho dos pássaros, faço atividade física pela manhã, estou em dieta, porque não quero ficar molenga, porque tenho trinta e três anos e a idade chega para todos.
Minha família é meu tudo. Minha vida. São eles que são responsáveis pela minha felicidade. Falo muito em felicidade, mas estou em plena dela. Eu sinto saudades dos amigos distantes, saudade é tudo aquilo que você quis fazer e fez.
Aprendi a aceitar mais sobre aqueles que fazem indiferença com você, que lhe viraram as costas. Sabe de uma coisa, eu sentia um vazio enorme e não acreditava que estava acontecendo isso, tipo guria mimada. Hoje.. Eu sinto pena deles. Porque aquele amor entre irmãos, eles não têm. E eu ainda amo eles, porém sinto pena. Que tenha livramento divino de tudo o que me faça mal.
Aprendi a andar mais devagar, falar baixinho e a gesticulação eu não perdi, kkkk por ser de origem italiana, isto está no sangue mesmo. Aprendi a escutar mais, observar e aprender com cada um que eu deixo chegar até mim. Porque parece tudo bonito o que falo, mas eu aprendi também que devemos desconfiar de quem chegar até você, porque se não a gente quebra a cara, sofre.
Porque gente sofrer?! Porque nem todo mundo é legal como aparenta ser, por mais camaradagem, as pessoas que você mais admira, vão te ferir. Porque o ser humano é imperfeito, sempre vão errar. Por isso eu digo, "vida é uma escola", eu aprendi a comer realmente, depois de grande e estou sempre em aprendizagem.
Que o amor vire rotina. Que possamos ser mais sinceros, não vivendo o mundo de "falsianes e aparências", aonde quem é verdadeiro é dito como vilão. Por isso as vezes eu pulo, grito e tento mostrar a vocês o que estou sentindo e que vocês reflitam. Vida longa a nós, um brinde, hoje é um dia muito especial para mim.
Um grande abraço meus amigos e leitores! :))

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