segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Cocaína parte II festas e afins

Experimentei a cocaína pela primeira vez num carnaval tinham amigas e amigos, e eu tipo espiã, enxerguei o pessoal indo para a cozinha, pegando um prato de porcelana e esquentando na chapa do fogão, não estava entendendo muito. Mas, quando puxaram um pó branco, num saquinho de supermercado, vi do que se tratava. Falei: - eu quero!! Eles se olharam, fizeram uma reuniãozinha e me liberaram. Cheirei com um canudo de dinheiro, de cem reais, são notas menos sujas. Então, quando desceu pela garganta, eu fiquei paralisada, uma sensação boa é virei uma papagaia. Essa foi a primeira vez! Eu tinha uns vinte e poucos anos. Então, a gente saia sempre a cocaína junto. Eu dava uns três tirinhos, depois aumentou. O fodah e que ficava acordada e não queria que o tempo passasse. Era hora de ir para casa, que bad!  

Mais tardar em outra cidade, experimentei a bala pela primeira vez. Era uma balada eletrônica, eu estava assustada, tomei a bala antes de entrar para a balada, eu não sabia como funcionava. Vomitei, era forte, deu náusea. Mas, fui igual. Isso era efeito da bala. Chegando na balada tudo piscava, música alta e eletrônica, fiquei apaixonada pela vibe. Dancei. Fiquei com um gatinho. Ele me deu mais uma e eu dividi com as amigas, por hora já tinha tomado. Sai da balada um zumbi de tanto dançar e o efeito da bada. Fomos para um after, mas era um after tranquilo entre amigos. Para dar uma baixada na drogadicao. 

A primeira vez que tomei ácido ou doce, foi nessa mesma balada, eu ganhei um pedaço e não sabia a reação. Enfim, fiquei encostada numa parada e não saia de lá, bebendo vodka. Mas a sensação é de risos, tudo é lindo. Só que para sair do corpo demora umas oito horas o efeito da droga. 

A maconha eu consumi na adolescência, depois parei. E retornei a usar na praia, aonde eu morava. Mas a maconha é uma droga, que parece tranquila. Mas ela dá muita paranoia dependendo do organismo do indivíduo. Eu usava em festas, na praia e em casa. 

Então vejam, drogas são boas, mas as efeitos colaterais são piores ainda. Por isso quando eu lembro, dos efeitos colaterais, que são bárbaros. Não valem a pena. Por isso deixe sua cabeça na íntegra, absorva a vida como é bela. Mas todos os efeitos ficam registrados na memória. A gente acaba tendo entendimento de pessoas, principalmente numa festa. Nada foi ao acaso que deselvi minha doença, para hoje eu repassar aos leitores o foco da drogadicao. Muitos leitores e amigos me parabenizam e acabam tendo uma real entendimento disso tudo, pois para muitos é um tabu. Os drogaditos se escondem e aparentam ter uma vida sem drogas. Muitas vezes por medo. 

Eu tomei mais drogas.. Mas essas são as principais no meio. E para mim hoje, como sou enfermeira eu repasso, pois não quero que ninguém caia nesse buraco sem volta. Eu demorei três anos para voltar, a ter uma vida quase que normal. "Normal" não gosto dessa palavra, até porque ninguém é normal. Sejamos donos de nossa mente. Não deixaremos de ser escravo dela. 

Boa semana, hoje eu to q to! 



2 comentários:

  1. Faço uso recreativo de maconha, lsd e ecstasy(bala), as duas últimas somente quando vou a festivais de músicas eletrônica. Realmente essas drogas podem causar paranóias etc, até mesmo as lícitas. Porém isso varia entre as pessoas, principalmente quando a pessoa sabe o que está fazendo, o que está tomando e até mesmo a dose.
    Estando na cena, vejo que inúmeras pessoas usam pra somente sair da realidade e vira uma competição de quem usa mais droga, o que gera uma bola de neve e complicações físicas e facilmente psicológicas.
    A falta de informação e a falta de conhecimento sobre você mesmo, são os piores inimigos.

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