terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Mulher de fases

Quantas fases já tive. Eu me considero "Grazi de fases", uma típica mulher de fases. Já tive fases de estudos, super focada desde o colegial até a facul. Eu era magrela, por horas não tinha boas condições econômicas, eu lembro que meu prato no restaurante era cheio de salada e um pedaço de carne ou peixe e sem tomar nada de água ou suco. Na facul eu não gastava, levava um lanche de casa para suprir a vontade do corpo até a noite. E sobrevivi. Por isso foco é coragem! 

Depois formada. Trabalhava num bairro carente, era minha vida. Terminei um relacionamento. E foi um relacionamento conturbado, pois peguei no flagra, o dito na casa de prostituição. De lá para cá, comecei a fazer muita, mas muita festa. Apresentaram a cocaína, gostei, mas não sabia até onde isso podia levar. Levou ao ecstasy e ao ácido. E sobretudo a maconha e sempre com álcool junto. 

Mais tardar, reencontrei meu ex namorado, começamos a namorar e parei com as drogas, só a maconha dava uns tapinhas casualmente. Mas o álcool não, tomávamos casualmente, até porque eu malhava muito. 

Embora, mais tarde. Comecei a trabalhar numa cidadezinha. Lá era minha vida também, porém um trabalho temporário. Sem drogas! 

Mais além fui trabalhar na praia. Lá eu tinha uma coordenação de três unidades de saúde e não usava drogas no começo, malhava bastante. Depois, de um tempo retornei a fumar maconha, beber álcool casualmente. Eu e meu ex brigávamos muito. Comecei ir para a balada, ae ecstasy, ácido, cocaína e maconha faziam parte do pacote da minha noite. Mas eu trabalhava normalmente. 

Mudei de emprego, fui trabalhar numa instituição. Malhava muito e trabalhava muito. Usava drogas também. Mas esporadicamente. Tipo uma vez por mês, e maconha todo final de semana com álcool e ia chapada no super comprar gostosuras, nhamm! Sempre na sexta tinha sushi a noite! 

Fiquei doente. Meu ex me deixou, sem se quer falar comigo. E ele aprontava tanto quanto eu. Por isso, vivia sem rumo, das coisas que me falavam dele. Ele era agressivo. Bem, foi melhor nossa separação. 

Ficando doente eu vim para Porto. Aqui eu surtei. Fui internada, fiquei quarenta dias. Tinha pânico, achava que queriam me matar, sequestrar. Fumava no escuro de medo. Parei com o álcool. Tinha consultas semanais. Até aqui parecia que estava entrando nos eixos. 

Mas... Fui sair num sunset. Cheirei, tomei bala e MD, um coquetel para ficar tipo com olho de coruja, coragem! Vergonha. Essa foi minha primeira e última recaída. Não consegui me controlar. 

Agora como eu me encontro.... Sem recaídas! Já sai sozinha e me ofereceram pó e bala e eu não quis, tipo, eu lembro da sensação boa, está registrado na memória, mas os efeitos colaterais são tão ruins, que eu saio correndo por não querer isso perto de mim. Hoje, eu bebo álcool, aprendi a beber, conheço meu corpo. Engordei um pouco, devido as medicações. Parei de ir em balada! Não curto mais.. Curto os meios de tecnologia que possuo, adoro fotos, pois mostram bem quando o corpo fala, ou paralisa aquele momento inesquecível. São gostos neah. Adoro o meu blog e passar para vocês as experiências de vida. Gosto dos meus bichos, meus gatos. Adoro familiares e amizades. Tenho um coração giga! 

E qualquer dúvida, podem me chamar no privado! In box 

Bem a mulher de fases, é tipo uma louca pelo mundo. Que teve várias sensações, conhece bem sobre drogas e quer passar para vocês o que ela oferece, além do mais os efeitos colaterais são péssimos, mas muito péssimos! Não vale a pena ir para o buraco. 

Com carinho, Bjo para meus leitores! :))  





2 comentários:

  1. Olá, eu me identifiquei bastante com suas postagens, eu também já fui diagnosticada como esquizoafetiva... seus posts dão uma leveza a este nosso estado e suas fotos captam a beleza do seu cotidiano. É muito bom perceber que não estou sozinha e que existem outras pessoas com o mesmo problema e que não se deixaram calar pelo estigma da doença. Continue captando a beleza das coisas e postando sobre isso, isso nos enche de vida.
    obrigado por se fazer existir.
    Lívia

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    1. Olá querida, Lívia! Então, não estamos sozinhas, estamos juntas nessa batalha. Eu fiquei três anos sob os efeitos da doença, calada, medo, desconfiada, até ajustarem a medicação. Hoje vivo sem alucinações e delírios, sou muito feliz assim. Essa doenca veio para mostrar as pessoas que somos capazes de vencer e prosseguir nossa caminhada. Tenho ficado mais com minha família e amigos próximos, pq tenho ainda tal desconfiança das pessoas. Mas tento de algum modo, geralmente por meio de fotos mostrar a beleza que habita em mim, meu Instagram é repleto de imagens. Minha vida mudou! Hoje sou uma mulher decidida. Gosto de ficar em casa, por meio das minhas tecnologias. A gente pode muito! Basta acreditar! Abs

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